<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1930702781251691913</id><updated>2011-04-22T02:20:01.290-03:00</updated><title type='text'>Nem tudo que é escrito é para ser lido</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://eseaspalavrastivessemsignificados.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1930702781251691913/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eseaspalavrastivessemsignificados.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Laryssa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02107567592526000349</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>9</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1930702781251691913.post-4627905795733619071</id><published>2008-01-16T02:11:00.000-03:00</published><updated>2008-01-16T02:56:51.686-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;Poeta não brinca de casar, nem casa.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;Não vai ser tatuagem&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;só de chiclete, que sai na água.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;Poeta mal ama, nem ama.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;Também nem finge que ama.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;Finge nada. Nada de fingidor.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;O poeta é sincero: ele não sente,&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;por isso inventa. Inventa! não finge.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;Não sente mesmo.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;Nada. Tudo vazio.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;Poeta não é revolucionário.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;Não ama. Não dói. Não se compadece.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;Poeta inventa essas coisas nos poemas&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;Mas não finge.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;    &lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Poeta que é poeta simula medo da vida.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1930702781251691913-4627905795733619071?l=eseaspalavrastivessemsignificados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1930702781251691913/posts/default/4627905795733619071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1930702781251691913/posts/default/4627905795733619071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eseaspalavrastivessemsignificados.blogspot.com/2008/01/poeta-no-brinca-de-casar-nem-casa.html' title=''/><author><name>Laryssa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02107567592526000349</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1930702781251691913.post-1122703171075845997</id><published>2008-01-06T01:11:00.000-03:00</published><updated>2008-01-06T01:36:07.779-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>No tempo em que não houveram palavras, houve o silêncio. Não me fale daquela breguice que "o silêncio vale mais que mil palavras", não vale. Não vale porque não se compara. Houve silêncio, somente silêncio que urrava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0in 0.9pt 0.0001pt 141.6pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;O não-ninho na garganta&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;Craque, craque, craque. Uma vida. Olhinhos, corpinho melado. Choro. Olhou para um lado, olhou pra outro. Ficou se percebendo por um tempo. Tudo muito claro. Um barulho. Cadê o caldinho que me tampava as vistas? Ainda estava com medo, mas sentia o vento e achava gostoso. Percebeu-se enrolado. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;Ela lia um livro numa praça. Estava tão quietinha, concentrada que fora confundida com uma árvore. Acredito ser exagerado achar que ela tenha sido confundida com uma árvore, porque uma árvore costuma ter imponência e muitos galhos. E ela não era muito imponente, era magrinha e, também, além dos braços fininhos, não possuía muitos galhos. O fato é que, tal qual um vegetal – e assim podemos imaginar um pequeno arbusto –, ela estava paradinha, seu metabolismo funcionava lentamente. Aproveitando-se da situação, ou confundindo-se, ou sabe-se lá por qual motivo, um passarinho meio trôpego se apropriou de seus cachos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;Não se assustou, apenas continuou inerte. Fechou o livro, fez movimentos curtos, piscou, pensou em não mais respirar, mas respirou – com cuidado e, finalmente, ficou inteiramente estanque, como uma obra de pedra sabão, esperando e implorando para que o pássaro alçasse vôo. Parou de pensar. O pássaro começou a se enrolar cada vez mais em seus cachos transformando seu cabelo em uma espécie de toca. Seu coração disparou. Mas como já não pensava e se pensasse teria feito pior, soltou um grito. Mesmo com o barulho, o pássaro continuou.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;Já era noite e não tinha noção de há quanto tempo estava na praça, sem pensar, quase sem respirar, quando finalmente o pássaro partiu. Não voou muito longe, pois sem força, a pobre parturiente bateu com a cabeça numa árvore e caiu no chão tal qual uma amêndoa podre.  A mocinha, meio estática, percebeu - o que a impediu de comemorar - que ainda havia algo pesando no emaranhado da sua cabeça. De leve, colocou a mão e sentiu: &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;- um ovo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;Decidiu ficar ali mesmo na esperança de algum parente aparecer para recuperar o ovo. Quem sabe um pai, uma tia, um primo, uma outra mulher, ou uma dessas entidades passarinescas responsáveis por encontrar ovos perdidos. E, sem saber bem o porque,  esperou. Não teve nenhuma outra vontade que não a de esperar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt; Ninguém nunca apareceu. Preocupou-se em aquecê-lo o máximo que pode. Continuou esperando. Esperou como se esperasse pela própria salvação. Chorou. Sentiu medo de não agüentar mais esperar. E chorou. Suas lágrimas confundiram-se com a chuva que ela tentava evitar que entrasse pelo pequeno orifício que havia no retiro do ovo.  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Acostumou-se com a ausência: teve que aprender a lidar com a presença do ovo. E, agora, ela decidira assumi-lo de fato. Conformada, aguardava todos os dias a chuva fininha parar. Quando a água deixava de precipitar e seu ovo já livre de afogamento, se concentrava no livro. Finalmente, acabou de lê-lo. Acabou de cantar todas as músicas. Acabou de contar todas as histórias. E, lá para o décimo dia, começou a sofrer com sua solidão e com a escassez de repertório. Arrependeu-se de não ter lido mais livros e nem de ter ouvido mais músicas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;Seu corpo já não mais se mexia. Nem movimentos involuntários, peristálticos – não me pergunte do coração! Há dias não mais nem piscava, pois desde que assumira de fato o posto de receptáculo ovariano não dormiu mais. Agora pensava que deveria ter espantado a falecida Passarinha. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;Estava além do seu limite e, continuar ali, sem pensar, sem se mexer, preocupando-se com o ovo e acompanhada do seu esgotamento de repertório de canções, parecia-lhe suicídio. Havia definitivamente perdido a paciência. Cogitou sair correndo mas sentiu vergonha. Pensou em fugir, mesmo que com o ovo na cabeça. Desistiu. Cantou músicas repetidas. Releu o livro. Cuidou do orifício evitando a entrada da água.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;Se entretém agora com a espera do nascimento, já próximo. Esperou, paciente e ansiosamente, não teve mais vontade de fugir ou sair correndo. Ficou ali dias, ela, o receptáculo feito pela ave e o ovo. Até que, ouviu um ruído. Paralisou-se.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;Craque, craque, craque. Finalmente a vida. Olhos arregalados, corpo excitado. Risadinha. Olhou para um lado, olhou pra outro. Ficou percebendo por um tempo. Tudo mais azul. Solenemente, mexeu no cabelo. Limpou o caldinho e as cascas. Estava com medo de machucar, mas sentia uma vontade gostosa de pegar seu filhote. Percebeu-se encantada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;Encantou-se de tal forma, embriagou-se ao dar a luz, que chorou. Esperou as lágrimas correrem, parada. E a chuva recomeçou. Preocupou-se mais uma vez em proteger o ovo que, agora, assustadoramente, não era mais ovo. E chorou mais uma vez. E o choro foi interrompido por uma gargalhada. Uma gargalhada de liberdade. Finalmente, poderia ir embora. O ovo não mais precisaria  dela, afinal nem mais ovo era.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;Decidiu entregar o filhotinho ao mundo. Com muito cuidado, pegou-o e repousou-o nas pernas, o fez só para ter ciência da metamorfose: casca que vira pena, okei. Ficou admirando-o e sentiu-se tão dona daquilo (afinal, ficara dias chocando) que não teve coragem de jogá-lo no mundo. Ela realmente amava o bichinho. Resolveu, então, esperar. Esperar que o filhote crescesse mais um pouco, talvez. Ou até quando ele se mostrasse pronto. Não importa! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;Cuidadosamente mudou-se para debaixo da árvore - aquela que matou a Passarinha - com o intuito de ficar próxima da terra, onde ela poderia extrair alimento pro filhote. E, todos os dias, de três em três horas dava um pedacinho de minhoca pro seu filho. E cantava músicas e lia o &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;Assim, permaneceu. Todos os dias, alimentava o filhote, cantava músicas, lia o livro e protegia o filho da chuva. Todos os dias, alimentava o filho, assoviava músicas, lia o livro, protegia o filho da chuva e comia minhocas. Todos os dias, alimentava o filho, assoviava, lia o livro, protegia o filho da chuva e se fartava de minhocas. Todos os dias, alimentava o filhote, o protegia da chuva e se lambuzava de minhocas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;De tanto sugar minhocas, seus lábios ficaram protuberantes. De tanto proteger o filho, sentiu seus pêlos engrossarem. De tanto ver o filhote voar, começou a se achar capaz de fazê-lo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;Esforçou-se tanto que acabou conseguindo. Inicialmente, era um vôo trôpego, mas depois, ela foi se aperfeiçoando: era a melhor sensação que poderia existir no mundo. Estava apaixonada por poder voar, não fazia outra coisa que não alçar vôos mais e mais altos. E voando conheceu o mundo. Voando descobriu coisas maravilhosas. Voando teve contato com coisas que ela jamais teria. Voando aprendeu amar, gozar e sorrir um sorriso verdadeiro: apaixonou-se.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;E de tão apaixonada, se desesperou. Começou a chorar. E a chuva caía. Ela chorou copiosamente e pensou (há tanto tempo não pensava). [desespero]. Gritou, um grito muito mais forte que o primeiro. Chorou. Pensou em sair correndo. Mas não podia deixar o seu filhote sozinho no mundo. Matou, assim p-e-r-e-m-p-t-ó-r-i-a-m-e-n-t-e o estrangulou.  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;Pegou uma tesoura, tremendo e descrente de seu próprio ato, cortou seu cabelo, livrando-se do covil. Ficou inerte e pensou em sair correndo. Arrependeu-se de ter matado o filhote. E tentou, em vão, reanimá-lo. Ficou esperando. Tentou re-alocar o ninho na cabeça, impossível. Tentou voar. Enterrou o passarote. Continuou sentada embaixo da árvore. Choveu durante horas. Desaprendeu a voar. Não tinha mais pêlos grossos, adquirira um nojo enorme por minhocas. Gritou loucamente, calou-se engolindo os fios de seu cabelo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1930702781251691913-1122703171075845997?l=eseaspalavrastivessemsignificados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1930702781251691913/posts/default/1122703171075845997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1930702781251691913/posts/default/1122703171075845997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eseaspalavrastivessemsignificados.blogspot.com/2008/01/no-tempo-em-que-no-houveram-palavras.html' title=''/><author><name>Laryssa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02107567592526000349</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1930702781251691913.post-6275620641096807106</id><published>2007-07-20T00:24:00.001-03:00</published><updated>2007-10-03T21:42:03.477-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Encontrei a palavra amor no dicionário. No Aurelião de 1970. Achei perverso demais. O meu silencio, que espero ser passageiro, se deve a quase isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1930702781251691913-6275620641096807106?l=eseaspalavrastivessemsignificados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1930702781251691913/posts/default/6275620641096807106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1930702781251691913/posts/default/6275620641096807106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eseaspalavrastivessemsignificados.blogspot.com/2007/07/encontrei-palavra-amor-no-dicionrio.html' title=''/><author><name>Laryssa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02107567592526000349</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1930702781251691913.post-2626491118246849734</id><published>2007-06-16T22:55:00.000-03:00</published><updated>2007-06-16T23:14:52.567-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Criança que eu não sei dizer não: − Dá aquele brinquedo novo, que os velhos não servem mais. são inteiros; é que já são meus. brinca comigo: a gente inventa um montão de coisas, te levo bem pra longe. Para onde? caso eu descubra, eu te falo. Empresta o teu carrinho. um pouco só. prometo que devolvo quase inteiro. é que eu nunca sei o estrago que eu posso fazer. depende mais deles. depende do quanto eles me farão imaginar. pode ser que eu invente tudo tão legal que o seu carrinho sofra para voltar. Pára de maltratar meu mundo. dá comida pra essa gente. saúde. casa. trabalho. férias. décimo-terceiro. livro, também. que eu ainda vou ser grande. Pra quê? espera, só! Deixa fazer carinho no seu cabelo no teu braço nas tuas coxas e na tua barriga e nos teus peitos. faz carinho em mim. assim, passa a mão no meu rosto e não esquece do pescoço. Me dá mais um golinho da tua cachaça. e traguinho do teu cigarro. É que eu tenho um monte de brinquedo, tenho um monte de idéias, tenho muita vontade de fazer arte. E, cachaça vai ser bom para eu gostar mais desse mundo que todo diferente dia é dia-igual.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ela: − Eu te dou brinquedo novo e eles já são teus. Brinco com você e você me perde. Te empresto meu carrinho, você não devolve, está quase quebrado. Dou trabalho, saúde, comida e livros, não é o suficiente. Você diz que passa fome. Você faz carinho no meu cabelo-barriga-peito, eu te dou carinho. Não sossega enquanto não come. Ainda leva a dose da minha cachaça, um maço do meu cigarro. E some.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;No depois, ela se diverte com os brinquedos que compra para você, se perde sozinha, quebra os carrinhos; percebe que o mundo é só, as reivindicações são dela; que quando te faz carinho, o tórax tem seios. que bebe e fuma sozinha; que tem fome. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu era a criança.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1930702781251691913-2626491118246849734?l=eseaspalavrastivessemsignificados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1930702781251691913/posts/default/2626491118246849734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1930702781251691913/posts/default/2626491118246849734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eseaspalavrastivessemsignificados.blogspot.com/2007/06/criana-que-eu-no-sei-dizer-no-d-aquele_16.html' title=''/><author><name>Laryssa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02107567592526000349</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1930702781251691913.post-388478873280808056</id><published>2007-05-29T22:17:00.000-03:00</published><updated>2007-10-03T21:33:46.418-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Ainda amo José. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;José era um daqueles rapazinhos que, diferentemente de toda turma e como eu, já sabia ler. Que tinha uma boa educação; raramente se descontrolava e nunca batera na Tia Margareth. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não mordia os amiguinhos. Às vezes, me dava uma lambida, mas eu não me sentia ofendida. Corríamos com nossas bundas gordas de fralda por todo pátio. Ele pegava na minha mão e do nosso jeito, com nosso vocabulário tão reduzido, me dizia alguma coisa, que hoje – exatamente hoje, quando acordei com a idéia fixa deste amor – interpreto como algo muito semelhante a um eu te amo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E passei a manhã toda sentindo José me tocar. A me dizer com as palavras certas que me ama - como os adultos fazem. A me olhar, admirado no mulherão que eu havia tomado forma. Ele, também, um rapagão de pêlo grosso, de coxa gostosa e de bunda sem fralda. Homenzarrão de respiração quente e ofegante no meu pescoço (quase a mesma do menininho-asmático quando brincava de pique-parede) e com um brilho nos olhos que penetrava as minhas pálpebras cerradas. E, ainda, de voz rouca que, covardemente, servia para sussurrar planos e mentiras da saudade no meu ouvido.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Levantei para tomar um banho quente. Meia hora de banho, ele na minha cama. José tomava banho comigo, como na época do jardim de infância. José estava deitado na minha cama. Eu tomava banho com José.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Retornei ao quarto, pronta pra me atirar nos braços de José, que esteve na minha cama. Ele não estava mais. Não estava mais aqui, tinha ido da mesma forma como tinha aparecido.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;Nunca mais chegou.&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Nunca mais voltou, perdeu-se com o devaneio e encontrou-se com meus caderninhos de caligrafia, com minhas barbies, com os amigos do colegial e com os professores da faculdade.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; Serviu para junto destas  tantas coisas conferir utilidade à morte. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1930702781251691913-388478873280808056?l=eseaspalavrastivessemsignificados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1930702781251691913/posts/default/388478873280808056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1930702781251691913/posts/default/388478873280808056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eseaspalavrastivessemsignificados.blogspot.com/2007/05/ainda-amo-jos.html' title=''/><author><name>Laryssa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02107567592526000349</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1930702781251691913.post-6002454921163479229</id><published>2007-05-13T19:38:00.000-03:00</published><updated>2007-10-03T21:36:45.433-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sentado. Em pé. Sentada. Em pé. Em pé. Sentado. Dançando:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Um vestido florido, uma sapatilha vermelha. Um corpo gorduchinho. Ela sambava um samba que era só dela.&lt;br /&gt;Havia uma pombinha ao seu lado. Estática que, assim como eu, assistia hipnotizada o levantar  imperceptível das flores do vestido. Ela rebolava sua cintura num compasso extraordinário e, com a pequeneza de meios passinhos, balançava todo seu corpo – me parecia que o vento era o motor de condução. Como se ninguém reparasse, ela rodopiava o vestido que&lt;span style=""&gt; levemente&lt;/span&gt; dava corpo àquele movimento. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A música, desconhecida. Mas eu era capaz de ler, através de seu balançar, a partitura tocada. Ela aumentava o ritmo, sem perder a sutileza. E as flores iam. Aquela bunda gingava. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Continuou fazendo o que nenhum verbo de movimento pode definir. Era um sexo do seu corpo com o mundo que a cingia. Impulsionados não pelo desejo; pela música. E ali, no meio de uma sala de festa, ela fechava os olhos como se estivesse sendo deflorada por notas musicais. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu podia sentir o cheiro de sangue.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;As notas e o mundo penetravam por todos os poros do seu corpo. Ela se sacudia, se embalava, se mexia, sambava-se, tocava-se, sucumbia-se, transcendia. Levantava os braços em puro prazer. Jogava os cabelos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A pomba levantou vôo. Eu me censurei por estar presenciando aquele tão despudorado encontro.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;(Certo de que era o melhor a ser feito. Se fosse eu o par - como outros homens menos espertos talvez desejassem - , eu não seria capaz de penetrar por todos os seus poros. Cercearia seus movimentos-livres à minha mera condução.)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ela começou a rodopiar em seu próprio eixo, cada vez mais rápido, mais rápido. Toda a sala foi se aquecendo. Eu fui ficando suado. Foi ficando úmida. Torcendo para a música nunca mais acabar. Ela, uma bolinha que desliza numa rampa sem atrito, foi vida a dentro balançando sua cintura, codificando-me partituras.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1930702781251691913-6002454921163479229?l=eseaspalavrastivessemsignificados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1930702781251691913/posts/default/6002454921163479229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1930702781251691913/posts/default/6002454921163479229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eseaspalavrastivessemsignificados.blogspot.com/2007/05/sentado.html' title=''/><author><name>Laryssa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02107567592526000349</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1930702781251691913.post-3685320563203987972</id><published>2007-05-08T04:13:00.000-03:00</published><updated>2007-05-17T00:49:41.703-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ontem de manhã recebi (da mesma forma como poderia ter enviado) o seguinte bilhete:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Eu poderia te cantar uma música de Caetano ou uma do Chico. Poderia dizer que eu não me arrependo e que eu te amo. Mas, pensei em te dizer o que a Beth uma vez disse, apesar de achar bem brega, serve para a gente.&lt;br /&gt;Portanto, parafraseando tua amiga Beth, te digo que quero você como um diabético quer a insulina: Eu sei que preciso de você, mas preferia não precisar. Que por sorte, ou por circunstância, te necessito bem esporadicamente. Por ser de vez em quando tem que ser em doses cavalares. E, que, inquestionavelmente, a minha vida depende da tua existência.&lt;br /&gt;Agora, aproveito as palavras da Beth e digo que torço para você não ser como a insulina do posto de saúde que atende aos pobres. Para tanto, resolvi que sempre que nos encontrarmos eu vou te encher de vinho barato para no final da noite a gente sempre achar que você é quem precisa de mim e não eu de você”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Foi isso que aconteceu. Deu certo, o vinho barato me fez acreditar veementemente que eu te quero mais do que você me quer.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Na última vez, o vinho era tão forte que eu estou convencido de que você nem mais me quer.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1930702781251691913-3685320563203987972?l=eseaspalavrastivessemsignificados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1930702781251691913/posts/default/3685320563203987972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1930702781251691913/posts/default/3685320563203987972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eseaspalavrastivessemsignificados.blogspot.com/2007/05/ontem-de-manh-recebi-da-mesma-forma.html' title=''/><author><name>Laryssa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02107567592526000349</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1930702781251691913.post-249194282958507339</id><published>2007-04-27T14:19:00.000-03:00</published><updated>2007-09-09T00:00:01.228-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;As coisas que eu sempre vou amar em uma mulher: você.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Então, te amo, mulher. O teu ossinho da cintura, peitos, coxas brancas. Você torcer pra outro time que não o meu, você saber que domingo e quarta à noite são dias de futebol. Que samba é samba, que bunda é bunda e que nem sempre a tua é a mais rebolativa. Que homem nasceu para amar apenas a uma mãe, a dele mesmo. Apaixono-me quando você diz saber que eu nem sempre serei o que você vai mais desejar, mas que enquanto você estiver ao meu lado, você estará completamente ao meu lado e não (necessariamente) apenas comigo. Adoro quando você faz aquele biquinho e diz, toda certa de si, que homem não é bicho e por isso não tem dono! E, corrige, pensando nos anos em que militou pelos animais, “nem os bichos deviam ter donos”. Só você canta Raul como eu gosto de ouvir. E, só você me faria jurar, de pé-junto, que eu jamais leria Paulo Coelho, quando cismei em fazê-lo só pra ter certeza de que ele era um lixo. Amo (você) quando você, bêbada, me jura amor eterno. Amo mais ainda, quando - quase sóbria -  me diz que deseja que dure o tempo que tiver que durar, e seria bom que fosse por toda a eternidade. O teu melhor é quando você está extrapolando, afoita, vida: ou fala sem parar tuas idéias mirabolantes ou me morde o corpo inteiro. Amo quando me dá um fora e eu vejo a fera que tenho para domar. Quando você trava uma disputa comigo de quem domina quem e eu, panaca, sempre perco pra tua gargalhada gostosa. Gosto de você pensativa. Gosto quando você viaja, mesmo que para dentro de si, e me deixa mais de um mês nesse frio - eu penso um pouco  na gente e vejo que o melhor de ter você é que eu posso não ter você. E sinto falta do teu bolo de Fanta. Só você me dá conselhos e me chama de idiota quando faço alguma merda com outra mulher. Acho graça quando você faz aquela cara de que eu fiz algo de errado. Só você diz que eu não preciso cortar o cabelo e me mostra o quanto eu engordei. &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Adoro quando eu passo dias sem te ligar e você me aparece com um sanduíche de presunto, certificando-se antes com o porteiro de que estou sozinho. Amo demais teu cheirinho. Teu sorriso. Teu cabelo desbotado. Tua pintinha&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1930702781251691913-249194282958507339?l=eseaspalavrastivessemsignificados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1930702781251691913/posts/default/249194282958507339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1930702781251691913/posts/default/249194282958507339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eseaspalavrastivessemsignificados.blogspot.com/2007/04/as-coisas-que-eu-sempre-vou-amar-em-uma.html' title=''/><author><name>Laryssa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02107567592526000349</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1930702781251691913.post-1210656877252729316</id><published>2007-04-21T23:48:00.000-03:00</published><updated>2007-04-22T15:10:55.327-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saramago fala que quanto mais palavras sabemos, mais sentimos. Não quero a existência do passado nem do futuro. Desaprendo. Na verdade, acho que já não sei o que essas palavras significam. Não falo daquilo que é depois de agora. Nem daquilo que é antes. Falo de um milímetro de eternidade. Me apresento: Quem sou eu? Não sou o mesmo que sou em algum outro lugar. Sou aquilo que é. Sou aquilo que sinto. Se no instante escrevo e ouço melodias, só sou aquilo que é escrito e que é cantado. Se apago, a letra some; sumo. Sou algo que se esvai no único tempo presente - se o presente não o mais é, não sou.  O macuco canta, existo. Ele pára, paro.  Sou um A, um T. Sou um dó. Sou uma piscadela. Sou uma respiração. Sou, quiçá, um pum que é expelido. Sou sempre no tempo presente, tempo que não existe. Sou verbos no infinitivo. Sou, então, ser.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1930702781251691913-1210656877252729316?l=eseaspalavrastivessemsignificados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1930702781251691913/posts/default/1210656877252729316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1930702781251691913/posts/default/1210656877252729316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eseaspalavrastivessemsignificados.blogspot.com/2007/04/apenas-no-queria-que-existisse-o.html' title=''/><author><name>Laryssa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02107567592526000349</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
